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    October 29

    Ciranda Poética "Castelos de Areia" - Participantes

    *****
    Ser ou não ser efemero

    Ser ou não ser efémero

    Soubesse eu, saber, fazer castelos

    Daqueles, que fala nossa história

    Não faria castelos de areia

    Mas sim, meus castelos, de memória

    Se castelos, eu fizesse, na areia

    Das castelos que eu, sabia fazer

    Eu diria, ao mar que se aquietasse

    Para, meu castelo, não desfazer

    Mas

    Meus castelos, são de fantasia

    Das fantasias, que sabendo, sei fazer

    São construções, efémeras, no tempo

    Castelos que a maré vai desfazer

     

    Ó vós, que devíeis, ser quem sois

    Ó tu, que não és, quem dizes ser

    Ó nós, que esquecemos, de dizer

    O que seriamos, sem sabermos ser

    Se eu pudesse, dizer-me, o que tu és

    Daquilo, que nem tu podes dizer

    Houvera-mos, nós, de saber ser

    Não sabendo nós, o que dizer

    E, a razão de ser, efémero….!

    Angelina Andrade

    *****

     

    Memórias póstumas

     

    Memórias póstumas

    De um amor bandido.

    Que arrefeceu a alma,

    Perdeu o brilho e morreu.

     

    Antes, driblou distâncias,

    Para não dizer adeus.

    E em última instância

    Rogou a Deus!...

     

    Por essa paixão

    Desenhou e sonhou...

    E com uma só demão,

    Até um quadro pintou.

     

    Sem ser construtor,

    Um castelo de areia,

    Na vazante ergueu.

    Morada que o mar levou.

     

    Maré cheia...

    Maré vazia...

    Tudo que viveu,

    Não valeu o que sofreu.

     

    E jurava dizendo que ainda ía,

    Esse amor ressuscitar.

    Grão por grão resgatar,

    O castelo de areia...

    Que lhe levou o mar.

     

    Denise Figueiredo

    “IN Segredos”

    *****

     

    Meu  poeta sem rosto
    .........................................
     
     
    Na  areia fina e fresca
    Construi  meu castelo de areia
                 Nele habitei
    Tive um sonho
    Deitada na  praia me encontrava.
               Ouvia o mar
    Cantando suas melodias
    Sua alma em mim poisou
    Nossas mãos.
    Nossas mãos se cruzaram.
    Se apertaram
    No medo e nos sonhos .
    Abrisa soprava
    A aragem fresca do mar
    Abraçando nos com ternura
    Num manto suave de tanta frescura.
    Nossos olhos se turciam de tão finos desejos.
    Em penssamentos trocavamos beijos.
    As ondas cantaram com mais força
     As palavras secaram
      O silencio cresceu
         As nuvens passaram lentas e pesadas
     A tempestade se aproximou
                  Devorou
     Devorou meu castelo de areia fina.
            Nada mais havia
              Nada mais ficou
      Doque uma simples brisa
         Do meu castelo de areia
     Que a tempestade levou
     
         
           Autoria de  Anita de Castro
     
    *****
     
    NA AREIA DEITEI-ME. NELA SONHEI, ME ENVOLVI E CONSTRUI MEUS CASTELOS.
    ESTES ERAM DE AREIA, PORÉM COM A BASE BEM SEDIMENTADA EM TIJOLOS DE BARRO.
    ASSIM, VEIO A TEMPESTADE, O VENTO, NEM O SOPRO DO LOBO LEVARAM MEU CASTELO.
    ELE APENAS BALANÇOU, MAS AO LUGAR VOLTOU.
     
     
    O CASTELO TROUXE A ATENÇÃO DE TODOS.
    ERA LINDO, AZUL POR FORA E BRANCO POR DENTRO.
    O RAPAZ, O GURI, A MOÇA, A SEREIA QUANDO EMERGIA DAS ÁGUAS,
    TODOS O CASTELO APRECIAVAM.
     
     
    O TEMPO, SEMPRE PRESENTE EM TODOS OS FATOS
    DE NOSSAS VIDAS, FEZ-SE PASSAR,
    MAS A BELEZA DO CASTELO PERMANECEU.
    O GURI DE ANTES, VIROU O RAPAZ DE HOJE.
    A MOÇA, NÃO SABE-SE COMO, NEM POR QUE,
    VIROU SEREIA DO MAR.
     
     
    ASSIM, A SEREIA ENCONTROU-SE UM DIA
    COM O RAPAZ. APAIXONARAM-SE.
    CASARAM-SE E FORAM NO CASTELO VIVER
    E CONSTRUIR SUA HISTÓRIA DE AMOR.
     
     
    OS CASTELOS PODEM SER DE AREIA,
    MAS SENDO A BASE DE TIJOLOS BEM COLOCADOS E
    BEM CIMENTADOS E CONTANDO COM A MANUTENÇÃO
    DO AMOR, DURAM POR LONGO TEMPO. 
     
     
    TER O CASTELO CONSTRUÍDO,
    O AMOR VIVIDO,
    A CONFIANÇA ALCANÇADO,
    AGORA É POSSÍVEL BUSCAR O MAR IDEALIZADO
    E TORNÁ-LO NAVEGÁVEL.
    AO REGRESSAR, O CASTELO LÁ
    ESTARÁ.
     
    Marta Judite Cardoso
     
    *****
     
    Símbolo de historias e lendas,
    Feitos de areias conquistadas…
    Estendi-me pelo mar em forma de sereia,
    Construindo os meus castelos de areia

    Muralhas feitas de conchas…
    Onde o sol é o meu aliado,
    Para secar os meus castelos de areia,
    Neste meu sonho encantado.

    Reparo no brilho do meu olhar...
    E algo em mim se prendia....
    Ajoelhada em frente ao mar...
    Mais castelos eu construia.

    Numa muralha escrevi o teu nome,
    Belíssima obra que o meu coração completou.
    Estrutura feita de areia,
    Onde o mar um dia desabou.

    Longínquo está de novo o meu sonho…
    De castelos de areia voltar a construir…
    Porque o meu pranto é mais pequeno que o mar revolto…
    Onde os castelos de areia vai voltar a destruir.

    Das lendas das historias
    Das muralhas e do meu sonho…
    Apenas o teu nome ficou.
    Na historia e lendas do meu coração…
    Onde o mar ainda não chegou.


    03-10-2009
    15h23m
    Autoria... ELSA.M
     
    *****
     
    Teu porto de Amor Paixão!

    De tua paixão, de teu amor,
    Onde estás, tu que fazias delícias?
    Eu só sonho contigo! Que promessas!
    Ó volta eu te imploro amor,
    Sem ti eu morro eu pouco a pouco.

    Como as folhas de um carvalho,
    Passam e aniquiladas rapidamente pelo vento,
    Tal um navio levado ao largo pelas ondas,
    Minha alma vacila e agora verte,
    Em abismos afligidos e dados à minha pena,

    Meu coração, em sua catraia de porcelana,
    Deslizando para os bancos reputados,
    Duma ilha abordada pelos meus sonhos,
    E perdido na fadiga deste meu ser,
    Aniquilou na tristeza, penso desaparecer,

    Longe deste mundo onde meus sonhos destruídos,
    Me levam ao largo, tal um barco perdido,
    Eu não tenho nenhuma força mais para remar,
    Contra estes ventos, tempestades e marés,
    Eu gostaria de me atracar ao teu porto sereno,

    Novamente, viver nossas brigas corpo-a-corpo,
    Me inundar nos nossos prazeres do amor,
    Em teus braços, para sempre, para sempre!
    Assim, pouco me importa, do tempo ou do lugar,
    Te amar, meu amor, eu só preciso te ver,
    E saber nosso amor, lá bem no meio ao quentinho,
    Do teu coração, e protegido contra o desespero.

    textos do livro As paixões de
    Manuel Poète©
    *****
     

    Fragmentos no areal

    Com as duas mãos nuas

    Enroladas na fina areia

    Na praia onde mora o sonho,

    Esculpi castelos de areia…

    Desenhei a ilusão de um paraíso,

    Aconcheguei raios de sol

    Em adorno quente…

     

    No firmamento

    Um cavalo branco

    Em suave galopar

    Descia as águas

    E veio abraçar-me…

    Beijos em cachos de orvalho

    Apaziguam a alma,

    Em águas cristalinas do olhar…

     

    Do norte soprou

    Um vento forte,

    Na leveza do ar

    Os grãos fluíram…

    Liso ficou o areal

    No abrigo dos laços

    Meus e teus…

    Só isso restou…

    As estrelas no luar do nosso amor.

    Ana Coelho

    *****

     

    CASTELOS DE AREIA

     

    Tantos sonhos de amor, nesta vida eu sonhei!

    Amar e ser amada foi o que eu mais desejei!

    Meus amores foram feitos de quimeras,

    Não resistiam a mais de uma primavera.

     

    Sei que foram como castelos de areia,

    Que existiam somente na minha imaginação.

    Imaginação que por tão pouco se incendeia,

    Na ânsia de fugir da solidão.

     

    Meu olhar pela praia deserta vagueia.

    Lembro-me da infância na praia a brincar,

    Fazia imensos castelos de areia,

    Que as ondas do mar vinham desmanchar.

     

    Era tudo alegria e divertimento,

    Logo outro castelo começava a construir.

    Mas na praia dos sentimentos,

    Dói na alma vê-los ruir.

     

    Não quero mais castelos na areia.

    As ondas são inclementes, violentas.

    Meu coração cansado de sofrer receia,

    Decepções, ele não mais agüenta.

     

    Quero terra firme, um porto seguro,

    Pra meu coração sem medo atracar.

    Meus castelos de areia deixo-os as sereias.

    Meus sonhos de amor entrego-os ao o mar!

     

    Rosangela

    06/10/2009

    *****

     

    EFÉMERO
     
    Algures, perdidos no tempo,
    Donzelas e cavaleiros
    De mantos de luz, e espadas ao vento.
    Algures, nos sonhos rasgados,
    Há bruxas e feiticeiros,
    Fantasmas acorrentados.
     
    Estrelas cadentes, já mortas,
    Sem brilho, sem luz...
    Casas sem janelas ou portas.
    Via Láctea, sem céu estrelado;
    Rasga o céu na escuridão,
    Rio de sol emaranhado.
     
    Em tudo o que já escasseia,
    Falta o sonho, falta a história;
    Falta o agricultor que semeia.
    Faltam vidas, falta a memória...
    Restam castelos de areia.
     
    Mas há mar, e teimosia,
    Filamentos de lua cheia.
    Ventos soltos, maresia...
    Hajam castelos encantados,
    Princesas e reinados,
    Aranha que tece a teia.
    Hajam sonhos, bons e maus;
    Não deixem parar as naus,
    Que o amor é um Castelo na Areia.
     
     
    Maria Leão
    08/10/2009
     
    *****
     

    Castelos de areia

    Olhando a imensidão do mar,

    Perco-me no extenso areal…

    Fecho os olhos e começo a sonhar,

    Afasto-me do mundo real.

     

    Sozinha com meus pensamentos,

    Entre as ruínas do meu coração…

    Recordo mágicos momentos,

    Em que construi castelos em vão.

     

    Construi castelos de fantasia,

    Onde eu fui feliz um dia,

    Contigo ao meu lado… de passagem…

     

    Construi castelos de areia dourada,

    Que logo ruíram pela madrugada,

    Com um simples sopro… uma aragem…

     

    Dina Rodrigues

    *****

     

    Castelos de Areia

     

    Os castelos que ergui, fi-los de areia,

    Com sonhos e quimeras cimentados;

    Na esfera aonde a alma devaneia

    E em nuvens passageiras projectados.

     

    Qual cavaleiro andante, que vagueia,

    Sem temer percorrer trilhos errados,

    De amores os povoei, na maré cheia,

    Com doces ilusões embelezados.

     

    Mas todos, um por um, foram ruindo,

    E desolado, eu dera já por findo,

    O intuito de fazer qualquer castelo!

     

    Logo porém no dia em que te vi,

    Fiquei tão fascinado que erigi,

    Sobre os escombros, outro ainda mais belo!

     

    Joao Manuel Crusoe

    *****

    CASTELOS DE AREIA

     

    Houve um tempo em que eu construía

    Castelos sobre leitos de areia

    Em algum lugar do mundo

    De mim mesma...

    Tanto esforço, infecundo

    Ruía ao sabor das ondas da incerteza

    Num segundo

    A minha suposta fortaleza...

    Quando lá fora rugia a ventania

    Tsunami desconcertante da realidade

    Meu castelo de areia, se desfazia

    E, aí então, surgia a essência

    A minha verdade...

    Em meio a essa impermanência

    De areia ou de barro

    Ao meu ideal  me agarro

    Pois, ainda posso construir no areal

    Castelos de beleza apenas pressentida

    À luz do sol ou ao  sabor dos sais

    Sem nenhum sentido para a minha vida

    Mais um castelo de areia, apenas

    E, nada mais....

     

    Simplesmente Lu...(Maria Lucia)

    *****

     

    Castelos de Areia no meu mar

     

    No meu mar

    Habitam maravilhosas formas de brincar

    Entre carrosséis barcos a velejar

    Dança de cavaleiros a rodopiar

     

    Príncipes, reis de fantasiar

    Concha, pérola a brilhar

    Sereia divindade a dançar

    Castelos de areia erguidos pelo ondear

     

    São corais, flores a encantar

    Salina agridoce paladar

    Pulam meninas a bailar

    Onda azul a serpentear

     

    Cardume peixes a borbulhar  

    Estrelinha cadente a piscar

    Areia envolvente a dourar

    Nessa tarde gostosa junto ao mar.

     

    É assim no meu mar.

     -- Tear Sky --

    *****

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